COMPRANDO VOTOS DE DEPUTADOS VENDIDOS, GOVERNO APROVA REFORMA DA PREVIDÊNCIA EM PRIMEIRO TURNO

Compra de votos com emendas no valor de R$ 1,13 bilhão, isenção fiscal para igrejas e ruralistas e negociação de cargos para apadrinhados,  garantiram votos que Bolsonaro precisava para aprovar a reforma que acaba com a aposentadoria dos brasileiros. Bolsonaro repete a velha política do “toma lá, dá cá” (o governo compra e os deputados se vendem), para garantir os 308 dos votos necessários em plenário.

Por 379 votos a favor e 131 contra, os deputados aprovaram dia 10, no plenário da Câmara, o texto base para a reforma da previdência. A proposta, apresentada pelo governo Bolsonaro, praticamente acaba com o direito a aposentadoria . Agora o projeto vai à votação em segundo turno e depois segue para o Senado. 

O texto aprovado mantém as idades mínimas para aposentadoria, com 65 anos para homens e 62, para mulheres. Também altera o cálculo do valor da aposentadoria a ser recebida: o piso do benefício será de 60% da média de todas as contribuições feitas pelo trabalhador. Para se aposentar com o valor integral, será preciso ter acumulado 40 anos de contribuições.

Partidos da opsição, que votaram contra a reforma, devem recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a liberação de R$ 1 bilhão em emendas aos parlamentares. “(Estão) Usando emendas parlamentares do orçamento público, ou seja, o seu dinheiro (do povo), para tirar de 23 milhões de brasileiros o direito de se aposentar”, informou o líder do PT, um dos partidos, junto com o PSol que devem recorrer ao STF.

Segundo a oposição, além do dinheiro em emendas, houve “negociação” também de cargos para apadrinhados dos deputados e isenção fiscal para ruralistas e igrejas, que fizeram parte das “tratativas” com os deputados da base do governo para aprovar a reforma contra os trabalhadores.

Luta continua

Para a Central Única dos Trabalhadores (CUT) apesar da votação, ainda há um longo caminho ate a proposta ser definitavamente aprovada. A luta agora é no Senado. É importante convencer pelo menos 81 senadores a dizer não a reforma da previdência.

A CUT também está denuciando que a aprovação da reforma está custando caro aos brasileiros. Segundo a ONG Contas Abertas, o governo Bolsonaro distribuiu muito dinheiro dos cofres públicos para garantir os votos favoráveis. Somente em julho e às vésperas da votação, o governo liberou mais de R$ 2,5 bilhões em emendas parlamentares distribuídas para beneficiar os deputados aliados. O presidente também gastou R$ 40 milhões em propaganda enganosa e maciça veiculada nos horários nobres de rádio e televisão para convencer a população de que essa proposta é necessária para “promover justiça social, ampliar a capacidade de investimento e gerar empregos”, o que é mentira.

Basta lembrar da reforma trabalhista. O governo dizia que era para gerar emprego e um ano depois, o que estamos vendo é mais de 13 milhões de desempregados, mais de 26 milhões de desalentados e o aumento da informalidade, da precarização do emprego, a redução da renda e o País em crise, estagnado. O mesmo acontecerá com essa reforma da previdência.

Dar o troco

É importante que os trabalhadores marquem na paleta os deputados e os partidos que votarama favor da reforma da previdência. Nas eleições de 2020 para as prefeituras, é importante que estes partidos não se elejam para prefeituras e nem como vereadores e, na próxima eleição para deputados estaduais e federais, também não se reelejam.

Deputados que vontaram contra os trabalhadores

O texto-base da reforma da Previdência contou com 22 votos favoráveis de parlamentares gaúchos e apenas sete contrários. Entre os gaúchos, apenas as bancadas do PT e do PSOL votaram fechadas contra a proposta do governo Bolsonaro. PSB e PDT deram um voto a favor, sendo que ambos haviam fechado questão em nível nacional contra a reforma. Os demais partidos – PSL, MDB, PP, PSDB, PL, PTB, DEM, Novo, PRB e PSD - votaram integralmente a favor dessa reforma. Nenhum trabalhador e nenhuma trabalhadora votou pelo fim da sua aposentadoria. Por isso é importante marcar estes deputados e seus partidos e denunciá-los junto às suas bases eleitorais nos municípios, porque eles não representam o povo gaúcho.

Veja como votou cada deputado e deputada do Rio Grande do Sul.

SIM à reforma da Previdência

Afonso Hamm (PP)
Alceu Moreira (MDB)
Bibo Nunes (PSL)
Carlos Gomes (PRB)
Daniel Trzeciak (PSDB)
Danrlei de Deus (PSD)
Darcisio Perondi (MDB)
Giovani Cherini (PL)
Giovani Feltes (MDB)
Jerônimo Goergen (PP)
Liziane Bayer (PSB)
Lucas Redecker (PSDB)
Márcio Biolchi (MDB)
Maurício Dziedricki (PTB)
Marcel Van Hattem (Novo)
Marcelo Moraes (PTB)
Marlon Santos (PDT)
Nereu Crispim (PSL)
Onyx Lorenzoni (DEM)
Pedro Westphalen (PP)
Ronaldo Santini (PTB)
Ubiratan Sanderson (PSL)

NÃO à reforma da Previdência

Afonso Motta (PDT)
Bohn Gass (PT)
Fernanda Melchionna (PSOL)
Heitor Schuch (PSB)
Henrique Fontana (PT)
Marcon (PT)
Maria do Rosário (PT)
Paulo Pimenta (PT)
Pompeo de Mattos (PDT)

Assessoria de Comunicação

11/07/2019 11:28:18

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