CORTES DE FLÁVIO BOLSONARO AMEAÇAM 2,2 MILHÕES DE EMPREGOS, APONTA DIEESE

Estudo alerta para perda de R$ 68,7 bilhões em salários, aumento do desemprego e risco de recessão em 2027.

A proposta de cortar cerca de R$ 200 bilhões dos gastos públicos, defendida pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL), poderá provocar graves prejuízos à classe trabalhadora. Segundo estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), divulgado em 22 de outubro, o ajuste ameaça até 2,2 milhões de postos de trabalho em comparação com um cenário sem os cortes.

O levantamento também prevê uma redução de R$ 68,7 bilhões na massa salarial, atingindo diretamente a renda das famílias e o consumo. O desemprego poderá subir para até 7%, deixando aproximadamente 7,4 milhões de brasileiros sem trabalho em 2027.

Além da ameaça aos empregos e salários, os cortes poderão reduzir a atividade econômica, provocar recessão e diminuir a arrecadação de impostos em R$ 46,8 bilhões, prejudicando a capacidade do Estado de financiar serviços públicos.

O DIEESE também alerta para possíveis impactos sobre aposentadorias, seguro-desemprego, abono salarial e benefícios sociais. Como Flávio Bolsonaro não detalhou onde pretende cortar os recursos, o instituto utilizou diferentes hipóteses para calcular os prejuízos.

O estudo mostra que a conta de um ajuste fiscal dessa dimensão poderá recair sobre quem vive do próprio trabalho, com menos empregos, menos renda e maiores dificuldades para as famílias brasileiras.

Fonte: DIEESE, estudo divulgado em 22/10/2026, conforme reportagem do Brasil 247.

Assessoria de Comunicação

22/10/2026 21:09:57

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