Dirigentes do SINTTEL-RS participaram, dia 19 de agosto, no Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas e Nova Santa Rita, em Canoas, da plenária que debateu o papel do movimento sindical diante das eleições de 2026 e a importância da participação dos trabalhadores/as no debate sobre os rumos do país. Centenas de sindicalistas de diferentes categorias da região metropolitana (Vale do Sinos, Paranhana, Litoral Norte e da Grande Porto Alegre) participaram do encontro, ampliando o debate sobre os desafios do movimento sindical e a importância da participação da classe trabalhadora na disputa eleitoral, assumindo uma atuação ativa no processo.
Nas falas foi destacada a importância de os sindicatos assumirem sua tarefa neste processo, contribuindo para que os trabalhadores/as compreendam as diferentes propostas em discussão para o futuro do país. Um diálogo que a CUT tem iniciado conversando com os dirigentes sindicais que serão multiplicadores dos debates com suas bases.
Para os dirigentes, é importante que os trabalhadores/as compreendam o processo, o que está em jogo e entendam que a classe trabalhadora não pode ficar de fora das decisões que tratam dos rumos do país e do projeto que será implementado a partir das eleições. “Os trabalhadores precisam ser sujeitos ativos na construção das transformações sociais”, conclamou o presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci.
Presente ao encontro, o presidente do SINTTEL-RS destaca que os trabalhadores/as não podem aceitar retrocessos em pautas importantes para a classe trabalhadora, citando como exemplos a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, já aprovada; os avanços na luta pelo fim da escala 6×1; a defesa da soberania, colocando as riquezas do Brasil e serviço dos brasileiros; a saída do país do mapa da fome e outras pautas, como transporte coletivo, educação pública, fortalecimento do SUS e políticas voltadas à redução das desigualdades sociais.
“Todos precisamos participar do processo e estar atento aos candidatos, pesquisando como votaram nas pautas de interesse dos trabalhadores os candidatos que agora se apresentam para reeleição e a trajetória daqueles que estão entrando agora na seara política”.
De fato, a representação da classe trabalhadora no Congresso ainda é muito pequena, o que dificulta que as pautas de interesse dos trabalhadores/as sejam aprovadas. É preciso mudar a composição do Congresso. Se os trabalhadores são a maioria da população eles precisam ter essa mesma representação no legislativo.
Assessoria de Comunicação
20/08/2026 20:04:04