Dirigentes do SINTTEL-RS que participaram do Seminário “Movimento Sindical: Desafios e Sustentabilidade”, com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, aproveitaram a oportunidade para entregar ao ministro documento denunciando a situação vivida pelos trabalhadores em telecomunicações no RS em relação a utilização de mão de obra como Microempreendedor Individual (MEI). A atividade, organizada pelas centrais sindicais, foi realizada em Porto Alegre, dia 27 de junho e reuniu dirigentes, lideranças sindicais e representantes de diversas categorias.
Entre a maior preocupação colocada pelos dirigentes estão questões relacionadas à segurança, já que, para o Sindicato, a ausência de formação e técnicas necessárias dos microempreendedores resulta no aumento da incidência de acidentes do trabalho, inclusive fatais, que sequer são computados para estatísticas do Ministério do Trabalho e Emprego. Entre as situações que o Sindicato chama a atenção estão a complexidade dos serviços em telecomunicações, o risco de choque elétrica e o trabalho em altura.
Ao final, solicitam ao Ministro que as atividades em Telecomunicações devem ser excluídas do rol de ocupações permitidas para constituição de MEI.
Em sua fala, o ministro defendeu o papel do movimento sindical na construção de melhores condições de trabalho e ressaltou a necessidade de mobilização social para avançar em pautas consideradas prioritárias para os trabalhadores.
PAUTA SINDICAL
Os principais temas debatidos no encontro foram o fim da escala 6×1 e a redução da jornada sem redução do salário. Sobre este tema, Marinho rebateu de forma incisiva as críticas dos setores patronais, sustentando que o modelo atual de seis dias de trabalho por um de descanso é um fator que contribui diretamente para o adoecimento físico e mental da classe trabalhadora.
Em relação a jornada de 40 horas, ele defendeu a proposta e lembrou que muitas empresas globais que testaram jornadas menores registraram queda no absenteísmo, diminuição dos custos operacionais e aumento da produção, entre outros benefícios.
Por fim, em relação ao combate a pejotização, uma das principais bandeiras de lutas do SINTTEL-RS, houve consenso que esta forma de contratação precariza ainda mais as condições de trabalho e precisa estar na agenda sindical como prioridade.
Assessoria de Comunicação
28/06/2026 19:27:40