As federações que representam trabalhadores do setor de telecomunicações cobraram da Oi uma definição formal sobre o cronograma de desligamentos e a garantia de pagamento das verbas rescisórias de empregados que, segundo as entidades, estão há meses sem atividades definidas na companhia. O pedido foi formalizado em ofício enviado na terça-feira, 7/4, ao administrador judicial Bruno Resende, com cópia para a 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e para a Primeira Câmara de Direito Privado.
O documento é assinado pelo presidente da FITRATELP, João de Moura Neto, José Roberto Silva, presidente da Fenattel, e Luís Antônio Sousa da Silva, presidente da FITTLIVRE. No texto, as entidades afirmam que há “centenas de pessoas” em situação de “espera forçada”, sem atribuição de atividades, e dizem que a ausência de um cronograma oficial para os desligamentos vem sendo interpretada como “descaso e desrespeito ao planejamento de vida futura dos trabalhadores”.
O ofício também menciona preocupação com a situação financeira e operacional da companhia. Segundo as federações, as notícias sobre aceleração da queima de caixa e perda de base de clientes da Oi Soluções ampliam o temor de que a empresa não consiga honrar verbas rescisórias e condições previstas em programas de desligamento. As entidades pedem que a Oi apresente, com urgência, a data de início do programa de desligamentos e a confirmação formal da reserva de recursos para as indenizações.
SITUAÇÃO DA SEREDE – As federações temem, também, que os trabalhadores da Oi enfrentem quadro semelhante ao da Serede, que teve falência decretada. Nesta subsidiária da Oi, os trabalhadores tiveram sua rescisão contratual e até hoje, não receberam os valores da rescisão contratual.
Por isso, os dirigentes reiteram que a reivindicação inclui a apresentação de um cronograma claro para todos os empregados atingidos, especialmente porque 70% do pessoal da Oi hoje está sem qualquer função na empresa.
O pedido foi encaminhado à administração judicial e à 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro para assegurar não apenas uma definição sobre o desligamento, mas também a reserva de recursos para pagamento das verbas.
No ofício, as federações afirmam que a empresa já havia prometido um posicionamento em reunião realizada em 17 de março, na sede da Oi, no Rio de Janeiro, mas sustentam que ainda não houve resposta concreta. O texto afirma que “não cabe mais espaço para respostas genéricas ou pedidos de paciência” e cobra uma manifestação “oficial e definitiva” sobre a implantação dos desligamentos.
As entidades também dizem que poderão levar o caso ao Ministério Público do Trabalho e até à Organização Internacional do Trabalho caso não haja encaminhamento. No documento, sustentam que a saúde mental e a segurança financeira dos profissionais e de suas famílias dependem de uma postura transparente da gestão.
Confira aqui íntegra do documento das Federações.
Assessoria de Comunicação
C/Informações da Telesíntese
09/04/2026 19:10:39