O SINTTEL-RS segue acompanhando atentamente a grave situação enfrentada pelos trabalhadores e trabalhadoras da Serede/Oi, marcada por incertezas, falta de informações claras e desrespeito a direitos básicos. O sindicato tem atuado de forma permanente, buscando diálogo com as empresas, cobrando respostas e recorrendo também à Justiça no Rio Grande do Sul para garantir que os direitos da categoria sejam preservados.
Nesta semana, as federações nacionais do setor — Fenattel, Fitratelp e Fittlivre — encaminharam um pedido de audiência urgente ao gestor judicial da Oi, Bruno Rezende. As entidades cobram esclarecimentos sobre o processo de venda de ativos da companhia e sobre o futuro dos trabalhadores, diante da profunda insegurança que tem tomado conta da categoria.
Segundo as federações, a ausência de comunicação transparente sobre os rumos da empresa tem gerado forte impacto na saúde mental, física e emocional dos empregados. O ambiente de trabalho marcado pela instabilidade e pela falta de definição sobre funções e perspectivas profissionais tem provocado desgaste e sofrimento entre trabalhadores que seguem aguardando respostas.
Outro ponto denunciado pelas entidades sindicais é a situação de trabalhadores que permanecem sem atividades definidas após a paralisação de parte das operações da empresa. Para esses casos, as federações defendem a criação de um Programa de Incentivo ao Desligamento (PDV), garantindo que eventuais desligamentos ocorram com o pagamento integral das verbas rescisórias, respeitando o caráter alimentar dos direitos trabalhistas.
Os sindicatos também cobram transparência sobre diversos temas que impactam diretamente a vida dos trabalhadores, como o resultado do programa de participação nos resultados Placar 2025, o pagamento de eventuais premiações e o futuro de diferentes ativos da companhia.
Entre os pontos que geram maior preocupação está a recente autorização judicial para a venda de uma nova Unidade Produtiva Isolada (UPI) relacionada aos serviços de telefonia fixa e números de três dígitos, que seguem operando em milhares de localidades pelo país. As entidades exigem que a administração judicial apresente um planejamento claro para os próximos meses e esclareça se há perspectiva de continuidade das operações ou se a empresa caminha para um processo de falência.
Também são cobradas informações sobre o leilão de ativos importantes, como as ações da V.tal, a venda de imóveis da companhia e o futuro de unidades e empresas ligadas ao grupo, além da regularização de passivos trabalhistas que atingem trabalhadores da Serede e de empresas terceirizadas.
Diante desse cenário, o SINTTEL-RS reafirma que seguirá vigilante e atuante, utilizando todos os instrumentos possíveis — negociação, mobilização e medidas judiciais — para defender os direitos da categoria. O sindicato tem buscado permanentemente a Justiça do Trabalho no Rio Grande do Sul e pressionado as empresas responsáveis para que assumam suas obrigações com os trabalhadores.
Para o sindicato, não é aceitável que milhares de trabalhadores e trabalhadoras permaneçam em um cenário de incerteza, sem respostas e sem garantias sobre seus direitos.
A luta do SINTTEL-RS continua. Nenhum direito a menos e respeito a quem construiu, com seu trabalho, a história das telecomunicações no país.
Assessoria de Comunicação
13/03/2026 13:01:50