SINTTEL-RS participa de nova mediação no TRT-4 sobre situação dos trabalhadores da Oi/Serede

O SINTTEL-RS participou no dia 5/3, de mais uma audiência de mediação no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4) para tratar da grave situação enfrentada pelos trabalhadores da Serede, empresa ligada ao grupo Oi, que seguem sem receber suas verbas rescisórias e enfrentando incertezas em relação a direitos básicos.

A sessão ocorreu na sala de convivência do TRT-4 e foi conduzida pela desembargadora Ana Luiza Heineck Kruse, com participação do Ministério Público do Trabalho, representantes da empresa, administradores judiciais e dirigentes do sindicato.

A realização desta nova tentativa de mediação foi uma iniciativa do SINTTEL-RS, diante da ausência da juíza da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, responsável pela recuperação judicial da Oi, na audiência anterior realizada em dezembro.

Embora tenha confirmado presença para a audiência desta semana, a magistrada novamente não compareceu, alegando impossibilidade devido ao leilão das ações da Oi na empresa V.tal ocorrido na mesma data.

Durante a audiência, a desembargadora que presidiu a sessão fez um forte desabafo em defesa dos trabalhadores, destacando a gravidade da situação daqueles que, mesmo após a rescisão de seus contratos, ainda não receberam as verbas rescisórias.

O sindicato reiterou que a situação é inadmissível e voltou a cobrar soluções imediatas. De acordo com registros da própria audiência, já foram entregues documentos rescisórios e encaminhadas informações para liberação do FGTS, mas não houve pagamento das verbas rescisórias nem de saldo salarial.

Outro ponto levantado pelo SINTTEL-RS foi a continuidade do plano de saúde, especialmente para trabalhadores que estão em tratamento médico ou enfrentando doenças graves. O sindicato exigiu que esses trabalhadores não fiquem desassistidos em um momento de extrema vulnerabilidade.

Representantes da administração judicial da Serede informaram que ainda buscariam esclarecimentos sobre decisão judicial que determina a manutenção do plano de saúde.

RECURSOS EXISTEM E PODEM SER UTILIZADOS

Durante a audiência, o SINTTEL-RS também contestou a alegação de falta de recursos. O sindicato apontou que existem mais de R$ 120 milhões em depósitos judiciais, valores que poderiam ser utilizados para garantir o pagamento das rescisões dos trabalhadores.

Inicialmente, os administradores judiciais negaram a existência desses valores, mas posteriormente reconheceram a existência dos recursos.

Outro ponto levantado pelo sindicato foi o patrimônio ligado ao grupo Oi, incluindo ações bilionárias na empresa V.tal, que poderiam ser utilizadas para garantir o pagamento das dívidas trabalhistas. No total, são cerca de 600 trabalhadores que dependem destas decisões para terem seus direitos garantidos.

PRÓXIMOS PASSOS

Diante da ausência da juíza responsável pela recuperação judicial, ficou encaminhado que o TRT-4 fará nova tentativa de articulação institucional para que a magistrada participe da próxima audiência de mediação.

O SINTTEL-RS reafirma que continuará atuando em todas as frentes — judicial, política e sindical — para garantir que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados. Para isso, o Sindicato seguirá acompanhando cada etapa do processo, pressionando as empresas e o Judiciário para que os trabalhadores recebam suas verbas, tenham garantida a assistência à saúde e não sejam deixados à própria sorte.

Seguimos na luta.

Assessoria de Comunicação

09/03/2026 13:11:19

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