FITRATELP E DEMAIS FEDERAÇÕES COBRAM INTERVENÇÃO DO GOVERNO DIANTE DO COLAPSO DO GRUPO OI/SEREDE

As Federações FITRATELP, FENATEL e FITTLIVRE, que representam cerca de 1,5 milhão de trabalhadores do setor de Telecomunicações, encaminharam um Ofício Conjunto ao ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, e a outros órgãos do governo federal, alertando para o grave colapso operacional, social e jurídico vivido pelo Grupo Oi e suas subsidiárias, especialmente SEREDE e TAHTO

No documento, as entidades sindicais apontam que a crise ultrapassou o âmbito empresarial e se transformou em um problema de ordem pública, com impactos diretos sobre milhares de trabalhadores e sobre a continuidade de serviços públicos essenciais, atendidos principalmente pela unidade Oi Soluções.

As federações denunciam a ausência de transparência por parte da Administração Judicial, sob responsabilidade de Bruno Rezende, quanto ao futuro da companhia e destacam que a indefinição sobre a continuidade ou não da Oi Soluções cria um cenário de insegurança jurídica e instabilidade laboral, abrindo espaço para uma possível liquidação judicial disfarçada, com venda fatiada de ativos e demissões em massa.

A situação é ainda mais dramática entre os trabalhadores da SEREDE, cuja falência já foi decretada. Segundo as entidades, até o momento, não houve apresentação de medidas concretas para o pagamento das verbas rescisórias, mantendo milhares de famílias em estado de angústia, ociosidade e abandono social. As entidades lembram que é inaceitável que os encaminhamentos priorizem os credores, enquanto permanecem pendentes salários, verbas rescisórias e direitos decorrentes de programas de demissão voluntária e desligamentos em massa, como já ocorreu na SEREDE

ENCAMINHAMENTOS

No documento, as federações apontam como ações importantes:

Convocação de uma Assembleia Geral de Credores, com pauta específica sobre governança, transparência e preservação da função social da empresa;

Estabelecimento de uma mesa de diálogo interinstitucional;

Exigência de um plano estratégico claro sobre o futuro da Oi Soluções;

Blindagem dos recursos estimados em R$ 15 bilhões para quitação prioritária dos créditos trabalhistas;

Convocação da direção da SEREDE para prestar contas e apresentar cronograma de pagamento das verbas rescisórias;

Atuação proativa dos bancos públicos e do governo federal na governança da recuperação judicial As entidades reiteram o esforço que vêm fazendo desde o início deste processo para defender os empregos e os direitos dos trabalhadores, diante de uma situação que hoje é um problema social de grandes proporções e reafirmam o compromisso das entidades com a legalidade, a transparência e a defesa intransigente da classe trabalhadora.

Confira AQUI o documento na íntegra.

Assessoria de Comunicação

12/02/2026 14:36:24

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