O SINTTEL-RS avalia como importante que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) passe a acompanhar o andamento do processo da Oi.
Depois de suspender a remuneração do administrador judicial da Oi — que equivaleria a quase uma “Mega da Virada”, cerca de R$ 750 milhões —, o ministro Mauro Campbell, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), também determinou que o CNJ acompanhe o andamento do processo.
O valor que seria pago ao administrador equivale a cerca de 5% do total dos ativos da Oi que poderiam ser vendidos — algo em torno de R$ 15 bilhões. De forma mais do que generosa, a decisão sobre a remuneração afirma que “o percentual proposto, além de estar dentro da previsão legal, decerto atende ao padrão de excelência da atividade prestada pelo gestor em atuação. Razão pela qual homologo os honorários propostos de 5% sobre o valor efetivamente pago aos credores”.
O STJ, no entanto, não concordou com tamanha generosidade. O ministro suspendeu o pagamento que a juíza Simone Chevrand, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, havia determinado em 18 de dezembro, em favor do administrador judicial da Oi, Bruno Rezende.
Para o SINTTEL-RS, que tem atuado juntamente com a Fitratelp junto ao Judiciário, aos órgãos de fiscalização e ao governo federal, no sentido de acompanhar o processo da Oi e garantir os direitos dos trabalhadores, a suspensão do pagamento dessa “mega sena” ao administrador é muito importante. No entanto, mais fundamental ainda é a decisão para que o CNJ acompanhe o processo relacionado à Oi.
É importante lembrar que, no dia 25 de novembro de 2025, os representantes dos trabalhadores — entre eles o presidente do SINTTEL-RS, Gilnei Azambuja — estiveram reunidos com o interventor da Oi, Bruno Rezende, quando trataram da situação dos trabalhadores da operadora e de suas subsidiárias. Os sindicalistas reivindicaram garantias de que os pagamentos dos salários e do 13º fossem feitos em dia, bem como a necessidade de uma negociação permanente para viabilizar a sobrevivência da Oi, em condições reais de qualidade na prestação de serviços, pagamento das dívidas e geração de caixa suficiente para assegurar a sustentabilidade da empresa. Entre empregos diretos e indiretos, são cerca de 20 mil trabalhadores em todo o país.
O Sindicato alerta que esta situação demonstra que existem recursos financeiros, nas mãos do administrador judicial, para saldar as verbas rescisórias e demais dívidas com os trabalhadores da ex-terceirizada da Oi, a Serede. A entidade continua atenta, acompanhando e participando nos espaços possíveis de discussões, tanto políticos quanto judiciais, e não baixará a guarda no que diz respeito aos direitos dos trabalhadores e ex-trabalhadores da Oi e de suas subsidiárias.
Assessoria de Comunicação
15/01/2026 – 14:53:55