As Federações representativas dos trabalhadores em telecomunicações divulgaram uma importante Carta Aberta à Sociedade Brasileira, denunciando o que consideram um grave erro estratégico na condução do processo envolvendo a Oi, a Serede e a Tahto. O documento aponta riscos concretos aos direitos trabalhistas, à continuidade operacional e à correta gestão do patrimônio das empresas.
A decisão da 7ª Vara Empresarial do TJRJ, que decretou a falência da Serede, é alvo de forte contestação das entidades sindicais, que alertam para a existência de ativos bilionários que não estariam sendo devidamente considerados, ao mesmo tempo em que trabalhadores já demitidos ou ainda em atividade vivem sob a angústia da incerteza quanto ao recebimento de suas verbas rescisórias
O documento destaca que o Grupo Oi possui infraestrutura expressiva, participação societária relevante e patrimônio físico significativo, que poderiam ser convertidos em recursos para honrar compromissos trabalhistas e operacionais. Também denuncia a inércia da gestão judicial, o risco de repetição do calote ocorrido na Serede e a necessidade urgente de um plano estruturado para preservar a operação da Oi Soluções e garantir os direitos dos trabalhadores
As Federações exigem:
- Pagamento imediato das verbas rescisórias;
- Transparência na gestão dos ativos;
- Plano estruturado para o futuro da Oi S/A, Serede e Tahto;
- Respeito integral aos direitos trabalhistas;
- Medidas concretas para evitar a deterioração do patrimônio e da operação.
Trata-se de um tema que impacta milhares de trabalhadores e suas famílias em todo o país, além de envolver diretamente a soberania e a infraestrutura estratégica das telecomunicações no Brasil.
O SINTTEL-RS chama a categoria e a sociedade a lerem a CARTA ABERTA das Federações, a fim de compreenderem a gravidade da situação e fortalecerem a mobilização em defesa dos direitos trabalhistas, da transparência e da preservação do patrimônio construído com o trabalho de gerações de brasileiros.
A luta pela garantia dos direitos não pode ser interrompida. Informação e mobilização são fundamentais neste momento decisivo.
LEIA AQUI A CARTA NA ÍNTEGRA
Assessoria de Comunicação
23/02/2026 16:26:32