FEDERAÇÕES E SINDICATOS COBRAM AÇÃO IMEDIATA PARA EVITAR COLAPSO DA OI E PROTEGER TRABALHADORES

As entidades representativas dos trabalhadores em telecomunicações intensificaram a mobilização diante do agravamento da crise da Oi. Após a Administração Judicial informar à Justiça que a empresa poderá perder a capacidade de manter suas operações a partir de agosto, caso não haja medidas urgentes para recompor o caixa, as federações FENATTEL, FITRATELP e FITT LIVRE encaminharam uma Carta Aberta ao Governo Federal e aos órgãos responsáveis, cobrando providências imediatas para preservar empregos, garantir os direitos trabalhistas dos trabalhadores na Oi e as verbas rescisórias dos trabalhadores na Serede e evitar a interrupção de serviços essenciais.

Segundo o relatório da Administração Judicial, a frustração na venda da Oi Soluções e o atraso na conclusão da venda da UPI Fixa reduziram drasticamente a previsão de caixa da companhia, colocando em risco a continuidade das operações, inclusive o pagamento de fornecedores e da folha salarial.

Para as representações sindicais, a situação exige uma resposta rápida das autoridades para impedir que milhares de trabalhadores sejam novamente vítimas da crise. As entidades alertam para o risco de repetição do cenário vivido pelos empregados da Serede, muitos dos quais seguem aguardando o recebimento de seus direitos trabalhistas após o colapso da empresa.

Na Carta Aberta encaminhada aos Ministérios das Comunicações, do Trabalho e Emprego, à Casa Civil, à Secretaria de Comunicação, à Secretaria de Governo, à Anatel e à Advocacia-Geral da União, as federações defendem que a solução passe pelo reconhecimento da unidade econômica do Grupo Oi, garantindo que todos os trabalhadores, inclusive os da Serede, sejam contemplados nas medidas que vierem a ser adotadas.

As entidades também reivindicam a retomada das atividades da empresa sob gestão capaz de preservar sua operação, a garantia integral dos direitos trabalhistas em qualquer cenário de reestruturação, transparência nos processos de recuperação judicial e a preservação do patrimônio da companhia para assegurar o pagamento dos passivos.

Outro ponto destacado é a preocupação com os impactos sociais de um eventual colapso da Oi. As federações lembram que a empresa ainda presta serviços essenciais em diversas regiões do país, sustentando comunicações utilizadas por órgãos públicos, unidades de saúde, lotéricas, Correios e sistemas de emergência, cuja interrupção afetaria diretamente milhões de brasileiros.

Para as entidades sindicais, a crise da Oi não pode ser tratada apenas como uma questão empresarial ou financeira. É necessário que o Poder Público atue de forma articulada para preservar os empregos, assegurar os direitos dos trabalhadores e impedir que a população fique sem serviços essenciais de telecomunicações. A defesa da continuidade da empresa deve caminhar lado a lado com a garantia de que nenhum trabalhador seja novamente abandonado.

O SINTTEL-RS está junto nesta luta e acompanhar de perto todos os movimentos relacionados a OI, informando aos trabalhadores/as e agindo no que for pertinente ao Sindicato atuar.

CONFIRA A CARTA DAS FEDERAÇÕES NA ÍNTEGRA

Assessoria de Comunicação

C/Informações da Teletime e Convergência Digital

09/07/2026 17:21:44

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