Quem acha que a extrema direita brasileira está preocupada, de fato, com violência e terrorismo, deve rever seus conceitos. Nem bem o pré-candidato à presidência da República em 2026 da turma da direita retornou dos EUA, onde, mais uma vez, se ajoelhou aos interesses americanos, e já tem gente mostrando o que tem por trás do discurso do bom mocismo deste grupo.
O deputado federal do PL-RJ, General Pazuello (PL-RJ) – o mesmo que foi ministro da saúde de Bolsonaro e ficou com cara de paisagem frente às mais de 700 mil mortes por Covid-19 – protocolou na Câmara dos Deputados um projeto de lei que revoga a proteção assegurada a movimentos sociais, sindicatos e manifestações políticas na Lei Antiterrorismo. A proposta amplia o escopo da legislação para incluir motivações políticas, religiosas e sociais como justificativa para enquadrar condutas como crime de terrorismo.
A redação atual da lei, em vigor desde 2016, exclui expressamente a atuação de movimentos sociais e sindicatos dessa definição.
Pelo texto apresentado, passam a ser considerados atos terroristas ações praticadas com o objetivo de intimidar a população ou pressionar autoridades constituídas. A proposta também inclui ataques cibernéticos contra serviços essenciais, como sistemas de energia, transporte e instituições bancárias e insere ainda a interrupção de serviços telefônicos e telemáticos como conduta passível de enquadramento. A pena prevista é entre 12 e 30 anos de prisão.
PREOCUPAÇÃO – A amplitude da redação preocupa juristas e entidades da sociedade civil. Eles veem na iniciativa uma tentativa de criminalizar greves, protestos e mobilizações organizadas por centrais sindicais e movimentos populares. Para especialistas, a proposta visa enfraquecer garantias democráticas de livre manifestação e congela o direito constitucional de livre manifestação, essencial em qualquer democracia. A proteção atual a sindicatos e movimentos sociais foi uma conquista para evitar o uso da lei como instrumento de repressão política.
O SINTTEL-RS, mais uma vez, alerta os trabalhadores e trabalhadoras em telecomunicações para a necessidade e importância de permanente vigilância em quem veste pele de cordeiro, mas que são verdadeiros lobos a atacar direitos e conquistas da classe trabalhadora. Vale sempre lembrar quem é quem na política e verificar quem defende os trabalhadores e vota por propostas que atendam às suas demandas e quem discursa a favor, mas na hora de votar, vota contra os trabalhadores.
É não a qualquer proposta que acabe com nossos direitos!
Assessoria de Comunicação
C/Informações da Metrópoles.com
01/06/2026 11:50:18