{"id":8213,"date":"2024-10-23T03:56:41","date_gmt":"2024-10-23T06:56:41","guid":{"rendered":"https:\/\/sinttelrs.org.br\/?p=8213"},"modified":"2024-10-23T04:06:10","modified_gmt":"2024-10-23T07:06:10","slug":"terceirizacao-e-tema-de-debate-no-trt-rs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinttelrs.org.br\/?p=8213","title":{"rendered":"Terceiriza\u00e7\u00e3o \u00e9 tema de debate no TRT-RS"},"content":{"rendered":"\n<p>Dirigentes do SINTTEL-RS participaram, dia 18 de outubro, do Semin\u00e1rio sobre Terceiriza\u00e7\u00e3o, promovido pela Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o (Ejud-4) e Instituto Trabalho e Transforma\u00e7\u00e3o Social (ITTS), no Plen\u00e1rio do TRT-RS, em Porto Alegre.<\/p>\n\n\n\n<p>A atividade discutiu os problemas atuais da terceiriza\u00e7\u00e3o ampla nos setores p\u00fablico e privado, sobretudo aqueles advindos das altera\u00e7\u00f5es na legisla\u00e7\u00e3o e das decis\u00f5es do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior do Trabalho (TST). O evento teve a participa\u00e7\u00e3o de magistrados, servidores e estagi\u00e1rios do TRT-RS, autoridades, dirigentes sindicais, advogados, estudantes e p\u00fablico em geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Os palestrantes, incluindo desembargadores e procuradores, abordaram a precariza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de trabalho, citando casos de trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o e a responsabilidade das empresas contratantes. Destacou-se a import\u00e2ncia de regulamenta\u00e7\u00f5es que assegurem direitos trabalhistas, como a nova lei no Rio Grande do Sul que exige o dep\u00f3sito mensal dos direitos dos trabalhadores terceirizados.<\/p>\n\n\n\n<p>Os debates tamb\u00e9m enfatizaram a necessidade de negocia\u00e7\u00e3o coletiva para preencher lacunas na regulamenta\u00e7\u00e3o da terceiriza\u00e7\u00e3o, com foco na prote\u00e7\u00e3o dos trabalhadores. O semin\u00e1rio ressaltou a urg\u00eancia de um di\u00e1logo social para enfrentar os desafios impostos pela terceiriza\u00e7\u00e3o indiscriminada e o dumping social, que prejudica tanto trabalhadores quanto empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi destacado que a terceiriza\u00e7\u00e3o indiscriminada n\u00e3o s\u00f3 prejudica os trabalhadores, como n\u00e3o \u00e9 compat\u00edvel com a liberdade econ\u00f4mica. As empresas tamb\u00e9m perdem com a terceiriza\u00e7\u00e3o abusiva, como no caso das vin\u00edcolas ga\u00fachas que levou a um boicote ao vinho ga\u00facho nos grandes centros de consumidores do Rio e S\u00e3o Paulo. A reputa\u00e7\u00e3o das empresas que se valem do trabalho terceirizado abusivamente fica marcada.<\/p>\n\n\n\n<p>A terceiriza\u00e7\u00e3o desenfreada na iniciativa privada tamb\u00e9m \u00e9 objeto de preocupa\u00e7\u00e3o, com o enfraquecimento das categorias sindicais e o aumento da inseguran\u00e7a na sa\u00fade dos trabalhadores. De acordo com a procuradora, s\u00e3o mais de 60 mil pessoas trabalhando como terceirizadas no estado do Rio Grande do Sul, sendo mais de 60% mulheres, com evidente recrudescimento do ass\u00e9dio moral e do ass\u00e9dio sexual.<\/p>\n\n\n\n<p>O Superintendente Regional do Trabalho e Emprego, Claudir Nespolo, frisou que h\u00e1 uma \u201ccorrela\u00e7\u00e3o de for\u00e7as muito dif\u00edcil\u201d. Por\u00e9m, \u00e9 preciso \u201cenfrentar o di\u00e1logo social\u201d como forma de tentar \u201crecolocar as coisas no lugar\u201d. Para ele, \u201cn\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que um trabalhador terceirizado seja um trabalhador plenamente inseguro do seu futuro. A busca do desenvolvimento por um Estado moderno n\u00e3o pode ocorrer \u00e0 custa de um trabalho extremamente prec\u00e1rio como o oferecido no ambiente terceirizado, na \u00e1rea p\u00fablica ou privada\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s as falas de abertura houve mesas tratando da terceiriza\u00e7\u00e3o na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, dumping social e concorr\u00eancia desleal, negocia\u00e7\u00e3o coletiva e o caminho para o preenchimento de lacunas na regulamenta\u00e7\u00e3o, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi chamada a aten\u00e7\u00e3o para aspectos considerados importantes no combate \u00e0 precariza\u00e7\u00e3o no trabalho terceirizado, como a necessidade de proibir que empresas terceirizadas contratem empregados como microempreendedores individuais (MEIs), sem, portanto, a prote\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo empregat\u00edcio e destacado que os trabalhadores terceirizados devem ser representados pelo sindicato da categoria preponderante na empresa tomadora de servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste tema, no per\u00edodo de inscri\u00e7\u00f5es para as manifesta\u00e7\u00f5es da plen\u00e1ria do Semin\u00e1rio, o SINTTEL-RS&nbsp;enfatizou as mazelas sofridas pelos MEI&#8217;s dentro do setor telecomunica\u00e7\u00f5es, causando e sofrendo acidentes de trabalho, devido \u00e0 n\u00e3o capacita\u00e7\u00e3o em termos de NR&#8217;s e EPI&#8217;s, necess\u00e1rios para executar tarefas no setor. Al\u00e9m deles, v\u00e1rios outros Sindicatos de diferentes categorias se manifestaram no mesmo tom e conte\u00fado quanto ao assunto MEI&#8217;s na atividade fim e, principalmente, quanto a atividade \u00e9 periculosa e insalubre.<\/p>\n\n\n\n<p>Ficou evidenciado, pelas falas, que o trabalhador\/as MEI est\u00e1 a descoberto quanto a sua sa\u00fade e seguran\u00e7a no trabalho, ficando num espa\u00e7o onde o sindicato patronal n\u00e3o o defende, porque ele n\u00e3o \u00e9 \u201cempres\u00e1rio\u201d, e o sindicato dos trabalhadores est\u00e1 impedido de represent\u00e1-lo legal e politicamente, porque MEI n\u00e3o \u00e9 empregado com carteira assinada, ficando assim, completamente por sua conta e risco.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao final, os dirigentes do SINTTEL-RS refor\u00e7aram que a prolifera\u00e7\u00e3o acelerada e desenfreada da exist\u00eancia e da m\u00e1 explora\u00e7\u00e3o de MEI&#8217;s na economia brasileira, est\u00e1 formando um &#8220;ex\u00e9rcito de p\u00e1rias&#8221; quanto \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o trabalhista. Ganham com isso apenas as empresas, que tem m\u00e3o de obra, sem ter qualquer responsabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Eles tamb\u00e9m reiteraram que consideram uma excrec\u00eancia que apesar da gravidade desta situa\u00e7\u00e3o, a figura do MEI n\u00e3o est\u00e1 sob a mira do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego (MTE), mas de forma equivocada, do Conselho Gestor do SIMPLES Nacional, abrigado no Minist\u00e9rio da Fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p>O SINTTEL-RS tem acompanhado \u2013 e continuar\u00e1 acompanhando &#8211; os debates sobre terceiriza\u00e7\u00e3o em diversos f\u00f3runs, participando de debates e elabora\u00e7\u00e3o de propostas, com objetivo de levar os conhecimentos e atuar com cada vez mais propriedade na defesa dos trabalhadores e trabalhadoras e evitar a precariza\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de trabalho no setor telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>C\/Informa\u00e7\u00f5es do TRT-4<\/p>\n\n\n\n<p>20\/10\/2024 22:40:35<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dirigentes do SINTTEL-RS participaram, dia 18 de outubro, do Semin\u00e1rio sobre Terceiriza\u00e7\u00e3o, promovido pela Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o (Ejud-4) e Instituto Trabalho e Transforma\u00e7\u00e3o Social (ITTS), no Plen\u00e1rio do TRT-RS, em Porto Alegre. 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