{"id":12762,"date":"2026-07-24T12:20:53","date_gmt":"2026-07-24T15:20:53","guid":{"rendered":"https:\/\/sinttelrs.org.br\/?p=12762"},"modified":"2026-07-24T12:20:54","modified_gmt":"2026-07-24T15:20:54","slug":"pela-vida-das-mulheres-a-luta-e-de-todos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinttelrs.org.br\/?p=12762","title":{"rendered":"PELA VIDA DAS MULHERES, A LUTA \u00c9 DE TODOS!"},"content":{"rendered":"\n<p>O SINTTEL-RS e as Secretarias de Mulheres e de Forma\u00e7\u00e3o da FITRATELP somam-se \u00e0s atividades promovidas pela CUT para fortalecer o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminic\u00eddio, do Governo Federal, por meio da campanha permanente &#8220;Pela Vida das Mulheres, a Luta \u00e9 de Todos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 aceit\u00e1vel o n\u00famero de feminic\u00eddios registrados diariamente no Brasil. Estamos presenciando atos de extrema viol\u00eancia que vitimam mulheres em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds, sem distin\u00e7\u00e3o de classe social, idade ou ra\u00e7a. Diante dessa realidade, os sindicatos t\u00eam um papel fundamental na preven\u00e7\u00e3o, no acolhimento das v\u00edtimas e na conscientiza\u00e7\u00e3o da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as medidas que podem ser fortalecidas est\u00e1 a luta pelo fim da jornada 6&#215;1, que prejudica toda a classe trabalhadora, mas afeta especialmente as mulheres. A redu\u00e7\u00e3o da jornada significa mais tempo para cuidar de si, dos filhos e da fam\u00edlia, investir em qualifica\u00e7\u00e3o profissional e conquistar autonomia financeira, condi\u00e7\u00e3o essencial para que muitas mulheres consigam romper rela\u00e7\u00f5es abusivas mantidas, muitas vezes, por depend\u00eancia econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 fundamental incluir nos Acordos e Conven\u00e7\u00f5es Coletivas cl\u00e1usulas voltadas \u00e0 preven\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia contra a mulher, tanto no ambiente de trabalho quanto no \u00e2mbito dom\u00e9stico. Os sindicatos podem desempenhar um papel decisivo ao oferecer acolhimento, orienta\u00e7\u00e3o sobre os canais de den\u00fancia, apoio \u00e0s v\u00edtimas e a\u00e7\u00f5es permanentes de conscientiza\u00e7\u00e3o por meio de semin\u00e1rios, oficinas, palestras e campanhas educativas. Manter o tema em evid\u00eancia \u00e9 uma forma de refor\u00e7ar que nenhuma mulher deve ser v\u00edtima de viol\u00eancia, ass\u00e9dio ou qualquer tipo de amea\u00e7a, seja no trabalho, nas ruas ou dentro de casa.<\/p>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros mostram a gravidade dessa realidade. O Brasil registrou 399 feminic\u00eddios apenas no primeiro trimestre de 2026, m\u00e9dia de mais de quatro mulheres assassinadas por dia, o maior n\u00famero para o per\u00edodo desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica do Sistema Nacional de Informa\u00e7\u00f5es de Seguran\u00e7a P\u00fablica (Sinesp). No Rio Grande do Sul, 42 mulheres foram v\u00edtimas de feminic\u00eddio at\u00e9 julho de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Viol\u00eancia contra a mulher<\/p>\n\n\n\n<p>Confira alguns dados do Relat\u00f3rio Vis\u00edvel e Invis\u00edvel: A Vitimiza\u00e7\u00e3o de Mulheres no Brasil, do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica:<\/p>\n\n\n\n<p>40,7% das mulheres brasileiras j\u00e1 sofreram algum tipo de viol\u00eancia ao longo da vida.<\/p>\n\n\n\n<p>As v\u00edtimas relataram, em m\u00e9dia, mais de tr\u00eas tipos diferentes de viol\u00eancia apenas no \u00faltimo ano pesquisado (2024).<\/p>\n\n\n\n<p>31,4% sofreram ofensas verbais, como insultos, humilha\u00e7\u00f5es e xingamentos, aumento de oito pontos percentuais em rela\u00e7\u00e3o a 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>16,9% sofreram agress\u00f5es f\u00edsicas, como tapas, empurr\u00f5es, chutes ou socos, o maior \u00edndice registrado desde o in\u00edcio da pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p>16,1% foram amea\u00e7adas de sofrer agress\u00e3o f\u00edsica e cerca de 95 mil mulheres foram v\u00edtimas de stalking (persegui\u00e7\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>Uma em cada dez mulheres sofreu abuso sexual ou foi obrigada a manter rela\u00e7\u00e3o sexual contra sua vontade em 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>8,9% sofreram les\u00f5es causadas por objetos arremessados contra elas.<\/p>\n\n\n\n<p>7,8% sofreram espancamento ou tentativa de estrangulamento.<\/p>\n\n\n\n<p>6,4% foram amea\u00e7adas com faca ou arma de fogo.<\/p>\n\n\n\n<p>3,9% tiveram fotos ou v\u00eddeos \u00edntimos divulgados sem consentimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as mulheres divorciadas, 60,9% relataram j\u00e1 ter sofrido viol\u00eancia, percentual superior ao registrado entre solteiras (53%), casadas (44,4%) e vi\u00favas (51,8%), indicando que o rompimento da rela\u00e7\u00e3o pode aumentar a vulnerabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A viol\u00eancia tamb\u00e9m \u00e9 praticada por outros familiares: pais e m\u00e3es (5,2%), padrastos e madrastas (4,1%) e filhos ou filhas (3%), evidenciando que o problema vai al\u00e9m da viol\u00eancia dom\u00e9stica e tamb\u00e9m se manifesta no ambiente familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>Apenas 25,7% das mulheres que sofreram viol\u00eancia procuraram \u00f3rg\u00e3os oficiais. Outros 33,8% buscaram apoio junto \u00e0 fam\u00edlia ou amigos, enquanto 47,4% n\u00e3o procuraram qualquer tipo de ajuda.<\/p>\n\n\n\n<p>32,4% das brasileiras com 16 anos ou mais sofreram viol\u00eancia f\u00edsica ou sexual praticada por parceiro \u00edntimo ou ex-parceiro. A m\u00e9dia mundial \u00e9 de 27%.<\/p>\n\n\n\n<p>A viol\u00eancia \u00e9 mais frequente entre mulheres de 25 a 34 anos (46,8%) e de 45 a 59 anos (44,9%), entre mulheres com ensino fundamental (45,5%) e entre mulheres negras (41,9%), percentual superior ao registrado entre mulheres brancas (37,8%).<\/p>\n\n\n\n<p>Mulheres que vivem no interior (40,2%) e nas capitais e regi\u00f5es metropolitanas (41,5%) apresentam \u00edndices semelhantes de vitimiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Mulheres com filhos (43,8%) sofrem mais viol\u00eancia do que aquelas que n\u00e3o t\u00eam filhos (33,7%).<\/p>\n\n\n\n<p>Formas de viol\u00eancia praticadas por parceiros ou ex-parceiros<\/p>\n\n\n\n<p>Desrespeito e destrui\u00e7\u00e3o da autoestima: 31,6% afirmaram ter sido constantemente menosprezados a ponto de se sentirem in\u00fateis.<\/p>\n\n\n\n<p>Intimida\u00e7\u00e3o: 30,6% relataram epis\u00f3dios em que o parceiro deu socos ou chutes em portas e paredes durante momentos de raiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Controle da autonomia: 17,1% disseram que o parceiro tentou impedir que trabalhassem ou estudassem por ci\u00fames.<\/p>\n\n\n\n<p>Viol\u00eancia patrimonial e financeira: 10% foram impedidas de administrar ou ter acesso ao pr\u00f3prio dinheiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Onde buscar ajuda?<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 fundamental que toda a sociedade conhe\u00e7a e utilize os canais de den\u00fancia e prote\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ligue 180 \u2013 Central de Atendimento \u00e0 Mulher. Funciona 24 horas por dia, em todo o pa\u00eds, oferecendo orienta\u00e7\u00e3o, acolhimento e encaminhamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Disque 190 \u2013 Em situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia, acione imediatamente a Pol\u00edcia Militar.<\/p>\n\n\n\n<p>Delegacia Especializada no Atendimento \u00e0 Mulher (DEAM) \u2013 Porto Alegre: (51) 3288-2172.<\/p>\n\n\n\n<p>Corpo de Bombeiros: 193.<\/p>\n\n\n\n<p>Coordenadoria Estadual da Mulher em Situa\u00e7\u00e3o de Viol\u00eancia Dom\u00e9stica e Familiar do TJ-RS.<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico do RS \u2013 Promotoria de Justi\u00e7a Especializada de Combate \u00e0 Viol\u00eancia Dom\u00e9stica e Familiar contra a Mulher.<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica do Estado do RS \u2013 Centro de Refer\u00eancia em Direitos Humanos: 0800 644 5556.<\/p>\n\n\n\n<p>O combate \u00e0 viol\u00eancia contra a mulher \u00e9 uma responsabilidade de toda a sociedade. O SINTTEL-RS reafirma seu compromisso com a defesa da vida, da igualdade e dos direitos das mulheres, fortalecendo a organiza\u00e7\u00e3o sindical como espa\u00e7o de acolhimento, conscientiza\u00e7\u00e3o e luta por rela\u00e7\u00f5es de trabalho e de vida livres de viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>22\/07\/2026 21:34:22<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O SINTTEL-RS e as Secretarias de Mulheres e de Forma\u00e7\u00e3o da FITRATELP somam-se \u00e0s atividades promovidas pela CUT para fortalecer o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminic\u00eddio, do Governo Federal, por meio da campanha permanente &#8220;Pela Vida das Mulheres, a Luta \u00e9 de Todos&#8221;. 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