{"id":12244,"date":"2026-02-26T14:42:24","date_gmt":"2026-02-26T17:42:24","guid":{"rendered":"https:\/\/sinttelrs.org.br\/?p=12244"},"modified":"2026-02-26T14:46:48","modified_gmt":"2026-02-26T17:46:48","slug":"crise-da-oi-carta-aberta-denuncia-risco-de-calote-e-reforca-alerta-sobre-privatizacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinttelrs.org.br\/?p=12244","title":{"rendered":"Crise da Oi: carta aberta denuncia risco de calote e refor\u00e7a alerta sobre privatiza\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p>A crise do Grupo Oi ganhou novo cap\u00edtulo com a divulga\u00e7\u00e3o de uma <strong>Carta Aberta \u00e0 Sociedade Brasileira<\/strong>, assinada por federa\u00e7\u00f5es nacionais dos trabalhadores em telecomunica\u00e7\u00f5es. O documento critica a decis\u00e3o da 7\u00aa Vara Empresarial do Tribunal de Justi\u00e7a do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), que decretou a fal\u00eancia da Serede, e alerta para o risco de calote em verbas trabalhistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo as entidades, a fal\u00eancia ignora ativos bilion\u00e1rios do grupo e mant\u00e9m uma gest\u00e3o sem transpar\u00eancia, enquanto milhares de trabalhadores vivem sob inseguran\u00e7a quanto a sal\u00e1rios e rescis\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>H\u00e1 patrim\u00f4nio para garantir direitos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a carta, o Grupo Oi ainda possui:<\/p>\n\n\n\n<p>11.573 km de rede de dutos;<\/p>\n\n\n\n<p>105 mil km de rede a\u00e9rea;<\/p>\n\n\n\n<p>22.526 postes pr\u00f3prios;<\/p>\n\n\n\n<p>milhares de im\u00f3veis;<\/p>\n\n\n\n<p>27,26% de participa\u00e7\u00e3o na V.tal (at\u00e9 in\u00edcio de 2026);<\/p>\n\n\n\n<p>cr\u00e9ditos judiciais e dep\u00f3sitos recursais.<\/p>\n\n\n\n<p>A estimativa \u00e9 de um patrim\u00f4nio superior a R$ 12,3 bilh\u00f5es. Para as federa\u00e7\u00f5es, esses ativos poderiam ser convertidos em recursos para garantir o pagamento dos trabalhadores e preservar opera\u00e7\u00f5es vi\u00e1veis, como a Oi Solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SINTTEL-RS na linha de frente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No Rio Grande do Sul, o Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunica\u00e7\u00f5es do Rio Grande do Sul (SINTTEL-RS) tem atuado diretamente na defesa da categoria. Foi por iniciativa do sindicato que o caso chegou \u00e0 media\u00e7\u00e3o no Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRT-4), garantindo o in\u00edcio do pagamento de sal\u00e1rios atrasados, f\u00e9rias e a regulariza\u00e7\u00e3o do plano de sa\u00fade dos trabalhadores da Serede.<\/p>\n\n\n\n<p>A atua\u00e7\u00e3o do SINTTEL-RS, com apoio da CUT-RS e da FITRATELP, evitou um cen\u00e1rio ainda mais grave e assegurou uma vit\u00f3ria parcial importante. O sindicato segue cobrando o pagamento integral das verbas rescis\u00f3rias e mais transpar\u00eancia na condu\u00e7\u00e3o da fal\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gest\u00e3o sob questionamento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A condu\u00e7\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o judicial tamb\u00e9m est\u00e1 no centro das cr\u00edticas. O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) j\u00e1 suspendeu valores considerados elevados na remunera\u00e7\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o judicial, ampliando o debate sobre a forma como o processo vem sendo conduzido.<\/p>\n\n\n\n<p>As entidades sindicais exigem a apresenta\u00e7\u00e3o de um plano claro para o futuro da Oi, o pagamento imediato dos direitos trabalhistas e medidas concretas para evitar que o colapso da Serede se repita em outras \u00e1reas do grupo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Privatiza\u00e7\u00f5es e seus efeitos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O caso reacende o debate sobre o modelo de privatiza\u00e7\u00e3o das telecomunica\u00e7\u00f5es iniciado em 1998, no governo de Fernando Henrique Cardoso. A promessa de efici\u00eancia contrasta com a realidade de endividamento, venda de ativos estrat\u00e9gicos e precariza\u00e7\u00e3o do trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>No Rio Grande do Sul, as privatiza\u00e7\u00f5es da Companhia Estadual de Energia El\u00e9trica (CEEE) e da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) tamb\u00e9m foram acompanhadas de redu\u00e7\u00e3o de quadros, inseguran\u00e7a trabalhista e cr\u00edticas quanto \u00e0 qualidade e ao custo dos servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a CUT-RS e o SINTTEL-RS, a crise da Oi mostra que privatizar n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de efici\u00eancia. Quando a l\u00f3gica financeira se sobrep\u00f5e \u00e0 fun\u00e7\u00e3o social das empresas estrat\u00e9gicas, quem paga a conta s\u00e3o os trabalhadores e a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mat\u00e9ria de Matheus Piccini \u2013 CUT\/RS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>26\/02\/2026 14:19:08<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A crise do Grupo Oi ganhou novo cap\u00edtulo com a divulga\u00e7\u00e3o de uma Carta Aberta \u00e0 Sociedade Brasileira, assinada por federa\u00e7\u00f5es nacionais dos trabalhadores em telecomunica\u00e7\u00f5es. 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