Uma farsa chamada Lava Jato

Com o discurso da moralidade e do combate a corrupção, a Lava Jato, comandada pelo ex-juiz Sérgio Moro serviu, como estamos vendo agora, para destruir milhões de empregos, empresas estratégicas para o país e para perseguição política que levou Bolsonaro e seu projeto genocida à presidência da República.

Segundo um estudo do DIEESE que mostra os impactos negativos da operação na economia brasileira, o estrago econômico e social provocado pela Operação foi intencional e teve como objetivo possibilitar a implementação de um projeto que beneficia os interesses estrangeiros sobre o petróleo brasileiro, entre outras riquezas nacionais.

Brasil perdeu bilhões

Intitulado de “Implicações econômicas intersetoriais da operação Lava Jato”, o estudo mostra que Brasil perdeu R$ 172,2 bilhões de reais em investimento no período de 2014 a 2017. Um montante 40 vezes maior do que os recursos que os procuradores da força-tarefa da lavo jato anunciaram ter recuperado e devolvido aos cofres públicos. A avaliação é que a operação deveria ter se mantido em investigar desvios e punir os comprovadamente responsáveis, mas preservando as empresas. Mas ultrapassou estes limites e foi usada para perseguição política e destruição de importantes empresas brasileiras.

Exterminadora de empregos

No total, a Lava Jato contribuiu para exterminar cerca de 4,4 milhões de postos de trabalhos. A operação destruiu cadeias inteiras, como as do setor petróleo, em função do desmonte da Petrobrás e de um projeto político com Bolsonaro que acabou com a política de conteúdo nacional, que determinava que parte das encomendas da Petrobrás fosse feito de empresas brasileiras.

As denúncias visavam a desmoralização e a destruição da imagem de empresas, inclusive paralisando atividades, resultando em perda de postos de trabalho. Esse foi o caso da Petrobrás, uma das petrolíferas mais importantes do mundo e um importante instrumento de desenvolvimento do país. O objetivo era claro: queriam destruir a empresa para depois privatiza-la.

O mesmo ocorreu com empresas do ramo de engenharia/construção civil que sofreram as consequências da Lava Jato e setor que desempregou milhões de trabalhadores pela paralisação de obras e contratos. Somente no setor de construção civil, cerca de 1,1 postos de trabalho foram extintos. Mas os reflexos também se estendem a outros setores como comércio e serviços, transportes, alimentação e até mesmo, indiretamente, nos serviços domésticos.

Com os impactos negativos da redução de investimentos e do emprego, a massa salarial foi reduzida em cerca de R$ 85 bilhões. “São 85 bilhões que poderiam ter circulado na economia, movimentando o comércio, gerando mais empregos e renda”, disse Fausto.

Utilização política

A operação também serviu para perseguição política ao então mais forte candidato à presidência da República, Lula, e garantiu a eleição de um projeto ultraneoliberal de destruição do Estado, privacionista e genocida, com a eleição de Bolsonaro, que inclusive prometeu o cargo de Ministro da Justiça a Sérgio Moro.

Com a chegada da pandemia, este projeto se torna ainda mais perverso, uma vez que Bolsonaro não tem uma única política efetiva de combate a pandemia. Pelo contrário, é um incentivador de medidas comprovadamente ineficazes e de atitudes que contribuem para a propagação do vírus. Não por acaso, o Brasil bate na casa dos 300 mil mortos, uma estatística que poderia ser bem menor, se o governo tivesse uma efetiva preocupação em proteger a população.

Assessoria de Comunicação

C/Informações da CUT Brasil

22/03/2021 14:08:51

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