Quarta, 15 Agosto 2018

congresso anapar

Dirigentes do SINTTELRS participaram, nos dias 16 e 17 de maio, do XIX Congresso Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão. Os delegados foram tirados em plenária regional realizada em Porto Alegre, no dia 5 de maio.    

Entre os temas que debatido no Congresso estiveram o capital improdutivo e seus impactos para os fundos de pensão, o capital da notícia e a demolição do estado, fiscalização ou gestão dos fundos de pensão pelo estado, a ação do Estado e os interesses dos participantes e assistidos, investimentos no setor produtio, oportunidades, riscos e controle, sustentabilidade dos investimentos em fundos de pensão, sistema de previdência complementar fechado – novos horizontes, entre outros.

Um dos palestrantes do encontro, o jornalista e diretor do canal Telesur, Beto Almeida, destacou que não é de hoje que a grande mídia brasileira enfrenta um verdadeiro impasse financeiro. E na sua avaliação a imprensa passa também por uma crise moral. “Os meios de comunicação estão acumulando uma dívida informativa ante os brasileiros”, declarou propondo uma reflexão sobre o plano simbólico da informação e tecendo críticas à reforma da Previdência. “A grande imprensa faz com que acreditem que há um déficit na previdência, o que é uma inverdade. O que antes era notícia passou a ser capitalizado para favorecer o Estado, que em conluio com o mercado, planeja retirar o poder do povo e entregar às elites econômicas”, disse ele.

“Imagine, então, o assédio sofrido pelos fundos de pensão, cujos ativos chegam a 12,7% do produto interno bruto brasileiro”, observou. “É dinheiro que o governo quer retirar do controle dos participantes para deixar sob o poder dos banqueiros”.

Para combater o problema da mídia que, em troca de dinheiro, contribui com a demolição do Estado democrático, Beto Almeida dá a dica: “Informem-se! É essa a mensagem que desejo passar aos pensionistas neste Congresso da Anapar”.

Já o jurista Fábio Junqueira de Carvalho, que falou sobre a “Fiscalização ou gestão dos fundos de pensão pelo Estado?”, focou na atuação do órgão de fiscalização, a Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar) chamando a atenção para o necessário debate da legislação e enfatizando que há limites que a Previc nem sempre respeita.

O advogado também se manifestou em relação ao enquadramento das entidades fechadas de previdência complementar como Entidades Sistemicamente Importantes (ESI) o que ocorreu por meio de Instrução Normativa da Previc e questionou se esse critério é adequado.

Participaram como delegados pelo SINTTEL os dirigentes Ingo Muller, Dirceu Borges, Tania Mariza Trindade, Ana Albernaz, Mariza Souza e Paulo Bla.

Assessoria de Comunicação

19/05/2018 23:04:27

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